Patagônia Chilena: Punta Arenas, a porta de entrada

Conforme explicamos no post do Chile, na nossa última visita ao país, após o passeio pelo maravilhoso Atacama, seguimos para Punta Arenas (com conexão em Santiago), uma cidade no extremo sul chileno de mais de 120 mil habitantes à beira do Estreito de Magalhães. A 3h30 do aeroporto de Santiago, é possível chegar de avião (busque aqui), de barco ou de carro. O cruzeiro é um passeio belíssimo de 4 noites em um pequeno transatlântico pelos fiordes que separam Ushuaia de Punta Arenas. Já de carro (alugue aqui), pode-se partir de vários locais, mas exige a passagem pelo território argentino. Podemos ajudar na elaboração de um desses roteiros que juntam as duas Patagônias – Chilena e Argentina – na mesma viagem!

O clima é sempre frio, com dias muito longos e mais amenos no verão. Além disso, todos os passeios e parques funcionam normalmente, diferente do inverno. Por isso, é o período mais recomendado para a viagem. No entanto, justamente por isso é a época mais movimentada, o que tira um pouco a maravilhosa sensação de estar “sozinho no meio do nada”. Por outro lado, chove um pouco mais e muito da neve das montanhas que tanto encanta, já se foi! Assim, é uma questão de escolha. Na nossa opinião, outubro (fomos em meados de setembro!) é o melhor mês.

Como a maior parte dos viajantes conhece esses locais separadamente, o aeroporto de Punta Arenas, a 20km do centro da cidade, é a principal porta de entrada para conhecer a Patagônia Chilena a partir de Santiago, com exceção do período da alta temporada (dezembro a fevereiro), quando a LATAM disponibiliza voos diretos para Puerto Natales.

A maneira mais fácil de chegar ao centro é de táxi. No entanto, a principal decisão é como será feita a viagem ao restante da Patagônia: carro (alugue aqui), ônibus ou transfer fornecido pelo hotel (no caso dos all-inclusive que explicamos melhor no post do Torres del Paine). Optamos pelo aluguel de carro e não nos arrependemos – ficamos totalmente livres para circular entre as cidades e, sobretudo, dentro do parque! A distância para Puerto Natales (250km em 3h) é a única muito grande, mas a estrada é excelente. Já Puerto Natales para o parque é curta, mas metade é em uma boa estrada de terra com pedrinhas.

Como chegamos às 6h da manhã, fomos direto para o centro da cidade e visitamos os três principais pontos turísticos, começando pelo Cemitério Municipal Sara Braun, que lembra muito o da Recoleta em Buenos Aires – caixões expostos e túmulos extremamente ornamentados e até mesmo pequenas capelas!

Cemiterio Sara Braun - Punta Arenas

Cemiterio Sara Braun - Punta Arenas

Cemiterio Sara Braun - Punta Arenas

Em seguida, estacionamos no centro para visitar a Plaza de Armas Muñoz Gamero, com destaque para os prédios no entorno: PrefeituraCatedral e o Palácio Sara Braun. Um detalhe é a estátua em homenagem a Fernão de Magalhães, português que descobriu o estreito que leva seu nome e cujas águas banha a cidade. Segundo a lenda, deve-se tocar (ou beijar) o pé do índio que fica na base à direita da estátua para retornar à cidade.

Plaza de Armas - Punta Arenas

Catedral - Plaza de Armas - Punta Arenas

Plaza de Armas - Punta Arenas

As ruas da cidade são super agradáveis. Aproveitamos para caminhar um pouco em direção à orla e contemplar (sob forte vento!) o entorno. No centro existem inúmeros museus ligados à história de colonização e desenvolvimento regional, como o do Palácio Sara Braun.

Orla - Punta Arenas

De volta ao carro, fomos à Zona Franca da cidade, um gigantesco complexo de lojas que vendem desde pilhas a eletrodomésticos sem impostos. Não compramos nada, mas alguns itens tinham preços excelentes!

Seguimos para Puerto Natales, onde dormiríamos e faríamos um passeio, antes da tão esperada estadia dentro do Parque Torres del Paine. No retorno, contudo, como nosso voo era bem cedo e sairíamos no final do dia do parque (ou seja, seria apenas um pernoite), optamos pelo bem simples e antigo, mas muito bem localizado Hotel Plaza! Outras opções são: o moderno Hotel Dreams del Estrecho ou o Hotel Cabo de Hornos (veja todas aqui).

Não fizemos a visita às Pinguineras, porque ainda estavam fechadas (não se esqueça de conferir se estarão abertas antes de viajar!). Existem duas opções: Seno Otway (menos pinguins, mas mais próximo e no caminho para Puerto Natales) ou Isla Magdalena (uma colônia bem maior alcançável através de um passeio de barco de meio dia).

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Silvia Carvalho

Carioca, casada, 29 anos, médica, sempre com uma máquina fotográfica na bolsa, apaixonada por viajar e degustar as comidas típicas locais.

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