Patagônia Chilena: A graciosa Puerto Natales e a beleza dos glaciares

Conforme explicamos no post do Chile, na nossa última visita ao país, após o passeio pelo maravilhoso Atacama, visitamos a Patagônia Chilena. Depois da breve visita à Punta Arenas, fomos de carro para Puerto Natales, uma pequena cidade de aproximadamente 20 mil habitantes, muitos descendentes de imigrantes europeus. Fundada em 1911 com a principal função de tornar-se um porto para a indústria das ovelhas, com o declínio da atividade, tem no turismo uma de suas principais fontes de receita e é o principal ponto de apoio para a visita ao Parque Torres del Paine.

Qual a melhor época para ir em Puerto Natales?

O clima é sempre frio, com dias muito longos e mais amenos no verão (máxima de 20ºC e mínima de 8ºC). Além disso, todos os passeios e parques funcionam normalmente, diferente do inverno. Por isso, é o período mais recomendado para a viagem. No entanto, justamente por isso é a época mais movimentada, o que tira um pouco a maravilhosa sensação de estar “sozinho no meio do nada”. Por outro lado, chove um pouco mais e muito da neve das montanhas que tanto encanta, já se foi! Assim, é uma questão de escolha. Na nossa opinião, outubro (fomos em meados de setembro!) é o melhor mês (máxima de 14ºC e mínima de 3ºC).

Quanto tempo ficar em Puerto Natales?

Puerto Natales pode ser conhecida em dois dias inteiros, mas ela faz parte da Patagônia e, portanto, o ideal é visitar toda a região. Portanto, o tempo mínimo na região recomendado é de 3 dias e meio se Punta Arenas for sua porta de entrada ou 2 dias e meio se for Puerto Natales (explicamos melhor no próximo tópic), mas o ideal são 5 a 7 dias, sobretudo pela recomendação de roteiro no Parque Torres del Paine.

Como chegar em Puerto Natales?

Existem quatro possibilidades:

  • Avião: infelizmente o aeroporto opera apenas na alta temporada (habitualmente de dezembro a fevereiro) com voos da LATAM partindo de Santiago. No restante do ano é necessário ir até Punta Arenas, localizada a quase 300 km de distância. A estrada é excelente e super bonita, mas a distância é um pouco longa: 280km feitos em 3 horas. Caso opte por passar em Punta Arenas ou não tenha a opção de ir direto para Puerto Natales, existem três possibilidades para chegar à cidade:
    • Carro: uma excelente alternativa pela flexibilidade, sobretudo se planeja fazer o parque por conta própria. Foi o que fizemos e amamos.
    • Transfer: oferecido pelos hotéis de luxo da região. Dependendo da sua opção, vale a pena perguntar sobre esta possibilidade.
    • Ônibus: opção mais econômica, mas cansativa.
Estrada Punta Arenas para Puerto Natales - Patagonia Chilena
Estrada Punta Arenas para Puerto Natales - Patagonia Chilena
Estrada Punta Arenas para Puerto Natales - Patagonia Chilena
Estrada Punta Arenas para Puerto Natales - Patagonia Chilena
Na estrada Punta Arenas -> Puerto Natales

Onde ficar em Puerto Natales?

Ficamos hospedados no Hotel Martin Gusinde, a poucos passos da praça e da baía – novinho, com estacionamento e amplos e confortáveis quartos e banheiros.

Existem algumas opções (veja todas aqui). Recomendamos o cinco estrelas NOI Indigo Patagonia, os quatro estrelas Hotel Costaustralis, Natalino Hotel Patagonia e Vinnhaus e os três estrelas Hotel Aquaterra, Hotel Hallef e Lady Florence Dixie. Se desejar uma experiência mais afastada da cidade com belas paisagens no entorno, as sugestões seriam o cinco estrelas The Singular Patagonia Hotel e o quatro estrelas Weskar Lodge.

O que fazer? Roteiro Diário!

Logo na entrada da cidade, avistamos a estátua do Milodón – um animal (conhecido como a preguiça gigante!) de três metros que viveu há 10 mil anos na região, cujos fósseis foram encontrados no final do século XVIII.

Puerto Natales - Patagonia Chilena

Era o final da tarde e aproveitamos o dia um pouco mais longo na região para darmos uma volta no centro e pagarmos o já reservado (e imperdível!) passeio de barco pelos Glaciares Balmaceda e Serrano, que fizemos no dia seguinte.  A cidade é pequena, mas muito bem cuidada e agradável. O gostoso é passear pelas ruas, sentar na Plaza de Armas, visitar a  simples Parroquia de Natales (na própria praça!) e terminar com uma caminhada apreciando as geladas montanhas às margens da baía, com algumas famosas esculturas como al Viento e La Mano.

Puerto Natales - Patagonia Chilena
Placas da Cidade
Plaza das Armas - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Plaza de Armas
Plaza das Armas - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Plaza de Armas
Igreja - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Parroquia de Natales
Baia - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Baía de Puerto Natales
Baia - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Baía de Puerto Natales
Baia - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Baía de Puerto Natales

As ruas são repletas de charmosos restaurantes, tornando a escolha difícil. Acabamos seguindo a sugestão do hotel (e não nos arrependemos!) – Mares Patagonicos (R. Arturo Prat 236): pisco e calafate sour de aperitivo, a típica centolla (caranguejo gigante – King Crab) temperada de entrada e filet ao molho de cogumelos e congro com batatas, espinafre e presunto. Tudo divino!

Restaurante - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Restaurante - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Drinks
Restaurante - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Centolla de entrada
Restaurante - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Congro com batatas, espinafre e presunto
Restaurante - Puerto Natales - Patagonia Chilena
Filet ao molho de cogumelos

Acordamos cedo, fizemos o check-out e seguimos para o ponto de encontro do passeio Balmaceda e Serrano. Essa navegação lembra a de El Calafate, com uma fauna mais rica e glaciares menores (mas igualmente lindos!). Contudo, as condições meteorológicas são mais instáveis nessa região e, portanto, a chance de cancelamento é maior e a necessidade de estar preparado para chuva e vento primordiais!

Existem duas empresas (Agunsa e 21 de Mayo), mas quando fomos apenas a 21 de Mayo estava disponível. Os barcos são bem diferentes: a Agunsa navega com catamarãs fechados e a 21 de Mayo com barcos mais abertos. A saída da agência ocorreu às 7h30, realizando o translado até Puerto Bories, onde embarcamos pelas águas verdes do Fiordo de Ultima Esperanza, contemplando aves, pássaros e leões marinhos (escondidos pela fraca chuva e intenso frio característicos da Patagônia!) até a primeira parada: Glaciar Balmaceda.

Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Embarcação da 21 de Mayo
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Navegando
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Leões marinhos escondidos
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Navegando
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Navegando
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Cachoeiras do degelo
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Chegando ao Balmaceda
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Glaciar Balmaceda

Após um breve momento para fotografar o “pequeno” glaciar, navegamos por alguns minutos até atracar para uma visita de quase 2h, através de um belo bosque, ao Glaciar Serrano.

Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena
Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena

De volta ao barco, serviram um aperitivo para nos esquentar: pisco com gelo dos glaciares.

Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena

Por fim, seguimos até a Estancia Perales onde desfrutamos de um típico (e saboroso!) almoço patagônico: sopa de entrada, o famoso cordeiro patagônico com batatas, uma taça de vinho e sobremesa. Embora turístico, estava gostoso! Com energia recarregada, aproveitamos para caminhar pela estancia e contemplar as belas paisagens!

Passeio Glaciares Balmaceda e Serrano - Patagonia Chilena

Retornamos à cidade por volta das 17h e partimos rumo ao Parque Torres del Paine. A 25 km da cidade (na direção do parque), há a Cueva del Milodón, uma gigantesca caverna onde acredita-se ter vivido o Milodón há milhares de anos. A visita clássica é uma breve parada no caminho do parque. Conforme enfatizamos no post de Punta Arenas, Ushuaia e de El Calafate, é possível juntar as duas patagônias na mesma viagem e o acesso terrestre para El Calafate (a 270km) é bem sinalizado na estrada que segue para Torres del Paine.

Vale ressaltar que para os que estão sem carro e não vão fazer nenhum trekking dentro do parque, ou seja, irão apenas visitá-lo, as agências de turismo de Puerto Natales oferecem passeios com um dia de duração (bate e volta!) visitando os principais pontos. Já para os que ficarão hospedados no parque, mas estão sem carro, consulte seu hotel para avaliar a melhor maneira de deslocamento, pois alguns ficam em áreas remotas, por onde os ônibus que fazem o translado não passam. Apenas para dimensionar o tamanho do parque, os caminhos que cortam essa área chegam a centenas de quilômetros!

Gostou do roteiro e das dicas? Faça suas reservas pelas caixas de pesquisa na lateral, nos links ao longo do post ou clique para reservas de hospedagem no Booking. Você não paga nada a mais por isso e nos ajuda a manter o site. Obrigado!

Silvia Carvalho

Carioca, casada, 32 anos, médica, sempre com uma máquina fotográfica na bolsa, apaixonada por viajar e degustar as comidas típicas locais.

18 Resultados

  1. tikdeviagem disse:

    que gacinha essa cidadezinha, super fofa, pelas ftos já é linda, ao vivo então…
    esses pratos… aguei aqui! parecem deliciosos!
    adorei o post!!

  2. Sempre quando se fala em preguiça, eu logo me lembro daquela da Era do Gelo…rs.
    Que legal gente! Eu adoro conhecer esses lugares cinzas e frios através das viagens de vcs! Eu AMO esse clima!
    Amei o post!
    Bjos

  3. Livia Melo disse:

    A Patagônia tem cada vez mais me seduzido. Confesso que ainda não é prioridade, mas quanto mais eu leio sobre e vejo fotos, mais vontade de ir eu tenho! Muito linda a viagem de vcs e adorei o roteiro!!

  4. Dhebora disse:

    Também não passamos por Puerto Natales, mas parece ser incidente também. Essa região dos glaciares muito me fascina.
    O prato de king crab de vocês parece estar bem mais apetitoso do que o que eu provei rs

  5. Gabriela disse:

    Gente, não sei babei mais nas fotos de glaciar ou dos pratos, hahah! Adorei as dicas!

  6. Que delícia! Passeio bom é assim, cheio de paisagens incríveis e comilança! Aliás, esses pratos realmente parecem apetitosos! Deu água na boca!

  7. Paulo Venoso disse:

    Esses roteiros que vocês fazem é demais, sempre viajo junto nos posts, essas ruazinhas é um charme e sem contar nesse glaciar espetacular, muito bom adoro esses posts

  8. Mais um roteiro incrível! Adorei o passeio de vocês e claro, as fotos 🙂

  9. Jorginho disse:

    Patagonia cada vez mais me faz pensar sobre ser meu próximo destino. As fotos e as dicas estão otimas!

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