Amsterdam: pelos canais, parques e museus
Conforme explicamos no post sobre a Holanda, Amsterdam é sua capital, possui mais de 800 mil habitantes e, embora o idioma seja o neerlandês, a comunicação em inglês não costuma ser um problema. A chuva é comum na região, portanto, não esqueça o guarda-chuva.
Veja nosso guia para a cidade:
Qual a melhor época para ir em Amsterdam?
Em qualquer período do ano Amsterdam é encantadora, mas uma boa época é a primavera – entre abril e junho -, quando as temperaturas são amenas e as flores desabrocham, tornando a cidade e seus parques ainda mais coloridos.
Quanto tempo ficar em Amsterdam?
Muitos chegam de trem (ou avião) para passar três a quatro dias, em um roteiro combinado com outros destinos, geralmente alguma cidade da França, Bélgica ou Alemanha. Esse foi o meu caso nas duas ocasiões em que visitei a cidade: em 2003 vim de Bruxelas e, em 2011, de Bruges. Diante dessas duas experiências, o tempo mínimo recomendado para conhecer Amsterdam é três dias inteiros.
Como chegar em Amsterdam?
Caso chegue de avião no Schiphol Airport (a KLM oferece voos diretos do Brasil para a capital), as opções de translado (20 minutos na média) para o centro são táxi, ônibus, trem ou shuttle. Um bom custo-benefício é o trem até a Amsterdam Centraal, a estação de trens de Amsterdam, no centro da cidade.
Se chegar de trem, já estará no centro e o melhor translado para seu hotel dependerá da localização, sendo táxi, tramway e metrô como alternativas.
Veja dicas de como comprar, economizar e se deslocar de trem na Europa em nosso post “Como viajar de trem na Europa“.
Onde ficar em Amsterdam?
As atrações de Amsterdam se espalham pelo centro e arredores e, com disposição, podem ser percorridas a pé sem dificuldades – a cidade é agradável e plana. Vale lembrar que Amsterdam é conhecida pela maior liberação de drogas e prostituição. Dessa forma, algumas ruas mais estreitas, sobretudo próximas à Dam Square e Red Light District, são menos seguras. Para facilitar o deslocamento, sugerimos ficar próximo à estação de trem, metrô ou tramway. Pense na cidade como a metade de uma cebola, sendo o núcleo o centro da cidade e as camadas outros bairros próximos separados pelos belos canais e pontes.
Na primeira vez fiquei a 5 minutos a pé da estação de trem, em um ótimo hotel que trocou de nome e gestão e, por isso, não podemos avaliá-lo. Já na segunda, ficamos próximos a uma estação de metrô, de frente para um dos canais, no The Bridge Hotel, com um bom custo-benefício e ótimo café da manhã. Achei o segundo hotel pior, mas o deslocamento foi mais fácil, pois ficava no meio do caminho entre as atrações mais ao norte e ao sul. Além disso, a região era mais agradável e segura. Infelizmente também houve troca de gestão e não podemos assegurar a qualidade atual.
Outras sugestões (veja todos os hotéis aqui) são o cinco estrelas Kimpton De Witt e os quatro estrelas Radisson Blu Hotel e INK Hotel by Sofitel no centro. Próximo à Leidseplein, sugerimos os três estrelas Owl Hotel e Hotel Fita e o duas estrelas La Bohème. Mais afastados, mas com bom custo-benefício, destacamos o quatro estrelas CitizenM e o três estrelas Motel One. Por fim, “nas camadas da cebola”, os mais conceituados são os quatro estrelas The Hoxton, The Toren e Ambassade Hotel, o três estrelas Hotel Dwars e duas estrelas Wiechmann Hotel.
O que fazer? Roteiro Diário!
Comece o primeiro dia pelas atrações principais do centro a partir da Centraal Station, belíssima estação ferroviária da cidade, construída no final do século XIX, por Pierre Cuypers. Em frente à estação fica um pier de onde saem os passeios de barco pelos canais da cidade, uma das mais tradicionais atrações de Amsterdam que dura entre 1 e 2 horas.

De costas para a estação, à sua esquerda estará a Basiliek van de Heilige Nicolaas (Basílica de São Nicolas), a maior igreja católica da cidade, em estilo neobarroco e neorenascentista, construída também no final do século XIX.

Continue pela rua que margeia o canal – Oudezijds Voorburgwal – e encante-se com a medieval Montelbaanstoren, construída em 1516 como parte das muralhas da cidade. Surpreenda-se com o número de bicicletas antes de chegar à outra igreja, a Oude Kerk (Igreja Antiga). Fundada em 1213 como uma pequena capela de madeira, sua estrutura foi substituída por pedra em 1306 e, desde 1578 com a reforma protestante, é uma igreja calvinista. Os vitrais são bem bonitos!



Logo atrás fica a Dam Square, principal praça da cidade, onde no século XIII foi construída uma barragem, formando a primeira conexão entre os povoados cortados pelo rio Amstel, o principal da cidade. Atualmente é a principal praça de Amsterdam (Amstel-Dam!) e está cercada por importantes monumentos. No centro, fica o Monumento Nacional, um pilar erguido após a II Guerra Mundial em homenagem às vitimas.

No entorno encontra-se o Koninklijk Paleis Amsterdam (Palácio Real de Amsterdam). Construído no século XVII para servir como prefeitura, desde o século XIX é um dos três palácios na Holanda à disposição da monarquia. À direita está a Nieuwe Kerk (Igreja Nova), construída em estilo gótico no século XV, mas que atualmente funciona como espaço de exibição, sem serviços religiosos. À esquerda fica o Museu de Cera Madame Tussauds e próximo ao monumento a imensa loja de departamento de Bijenkorf. Atrás do Palácio Real fica o belo prédio do shopping Magna Plaza, construído em estilo gótico no século XIX.



Retorne pela Damstraat em direção ao Red Light District (Distrito da Luz Vermelha). Amsterdam é mundialmente conhecida como uma cidade extremamente liberal e uma das legalizações foi a prostituição. Nesse distrito existem várias “vitrines”, abertas o dia inteiro, mas sobretudo à noite, onde mulheres de todos os biotipos dançam para os pedestres que caminham nas ruas. O nome vem das luzes vermelhas na porta das casinhas, sendo mais notado no período noturno! Junto com a Dam Square, é uma região onde é importante ter um cuidado maior com batedores de carteiras, mas não há qualquer sensação de insegurança.
Atenção: é proibido fotografá-las! Portanto se desejar guardar qualquer foto, procure uma rua em que as cortinas das vitrines estejam fechadas.

Outra legalização que está mais restrita atualmente são os coffeeshops, onde o consumo de maconha e os famosos bolos com a droga são permitidos. No entanto, desde 2011 existem restrições para a entrada de estrangeiros para reduzir o “turismo da droga”.

Ao lado fica o Nieuwmarkt (Novo Mercado), uma praça usada como mercado no século XVII e, atualmente, rodeada por cafés e restaurantes. A construção mais imponente na praça é o Waag, um dos portões de entrada à Amsterdam no século XV e que, desde a demolição das muralhas, teve inúmeros usos.


Caminhe pela rua Sint Antoniesbreestraat até o Museu Casa de Rembrandt, onde era a casa e ateliê do famoso pintor holandês. Visitei em 2003 e é muito interessante! No caminho não deixe de observar à sua direita a Zuiderkerk (Igreja Sul), uma igreja protestante do século XVII, que já apareceu em uma obra de Monet e teve importante papel na vida de Rembrandt.




Se o fim de tarde estiver bonito, vale uma esticada pela rua Jodenbreestraat até o Wertheimpark, o mais antigo parque aberto ao público da cidade – de 1812! No centro fica um monumento ao Holocausto e bem próximo o Jardim Botânico, o Zoológico e a Alexanderplein, uma agradável praça onde se encontra um dos pórticos de acesso à cidade do século XVIII, o Muiderpoort.





Considere um jantar no descolado Pompstation, a alguns quarteirões dali ou aproveite para passear pelo centro à noite, com o Red Light District iluminado. As opções são diversas pelas ruas próximas a Dam Square.

No dia seguinte, acorde cedo e vá no Museu Anne Frank. Por ser um dos museus mais visitados no mundo e com capacidade restrita, o próprio museu recomenda a compra do ingresso com antecedência. Desde 2016, a maior parte do dia é restrita aos que já compraram suas entradas. O museu é imperdível, pois trata-se do local onde essa jovem alemã judia se escondeu por dois anos com sua família sem poder fazer qualquer barulho que indicasse sua presença nessa área camuflada da casa. Ao longo dos cômodos e escadas estreitas, trechos do diário de publicação póstuma retrataram como era a vida dessa família (e de muitas outras!) durante o nazismo.

Atrás fica o Homomonument, em homenagem aos homossexuais perseguidos e a Westerkerk (Igreja Oeste). Construída no século XVII, abriga os restos mortais do pintor Rembrandt. A igreja e o museu ficam nos limites do bairro Jordaan, que se transformou ao longo dos anos em uma região famosa por bons restaurantes e galerias de arte.

Continue o passeio pela Prinsengracht e faça pequenos desvios para cruzar em ziguezague as ótimas ruas para compras Reestraat, Hartenstraat, Gasthuismolensteeg, Wolvenstraat, Berenstraat, Runstraat e Huidenstraat a caminho da praça Spui, atualmente famosa pela feira de livros às sextas-feiras (demos sorte!) e por esconder a entrada do Begijnhof. Assim como em Bruges, era onde viviam, na Idade Média, mais precisamente no século XIV, mulheres que não faziam votos nem se afastavam do convívio social, mas seguiam uma vida independente sob os preceitos religiosos. Uma curiosidade é que esse local se encontra cerca de 1 metro abaixo da praça, pois era o nível da cidade naquela época.



Logo que entramos, observamos à esquerda uma casa toda de madeira. Provavelmente é a mais antiga de Amsterdam, do século XV. À direita está a Engelse Kerk, uma igreja anglicana do mesmo século.



Na saída, não deixe de entrar na rua Voetboogstraat para pedir uma típica batata frita com maionese no Vlaams Friteshuis Vleminckx.

Cruzamos o canal à direita e chegamos ao Bloemenmarkt, um mercado de flores flutuante, fundado em 1862. São inúmeras espécies de plantas, com destaque para as famosas tulipas holandesas. Belíssimas!



Se estiver com fome, vale uma panqueca holandesa no caminho. Comemos na Old Dutch Pancake House e não nos arrependemos.

Ao final do mercado, você encontrará, à sua esquerda o Munttoren (Torre da Moeda), que já foi um dos portões da cidade antes de pegar fogo, ser reconstruído em 1620 e se tornar casa da moeda durante o século XVII.


Se desejar, outra boa rua para compras é a Kalverstraat, à esquerda da torre. No final da Reguliersbreestraat, está a Rembrandtplein, agradável praça a 1km da casa de Rembrandt que visitamos no dia anterior e onde há uma estátua do pintor.

Nessa região existem agradáveis ruas de pedestres com restaurantes super charmosos, além de algumas lojas para snacks, como o famoso croquete holandês.

Siga até a rua Amstel, que margeia o rio homônimo e não deixe de fotografar a Magere Brug (Ponte Magra), em referência à ponte original de 1691 que era muito estreita. O projeto atual é de 1969, com parte dela sendo basculada.


Jantamos no Moeders, uma indicação de um amigo que morou em Amsterdam durante um tempo. Excelente comida típica holandesa com um bom custo-benefício! O restaurante é aconchegante e possui uma decoração em homenagem às mães (nas paredes há centenas de fotos trazidas pelos clientes). Recomendamos reservar, pois o restaurante fica lotado e foi sorte termos conseguido uma mesa. Pedimos as costelas e o Hotchpotch. Não deixe de pedir o Mothers Coffee no final!




Retornamos a pé até o hotel, aproveitando para contemplar Magere Brug iluminada.

O terceiro dia começou na praça Frederiksplein, após uma pausa para uma foto sobre o rio Amstel e antes de seguir para a Heineken Experience. Inaugurado na década de 1990, esse museu interativo dessa grande cervejaria holandesa conta de forma leve a história dessa bebida mundialmente apreciada, descrevendo como ocorre sua fabricação. No final oferecem uma degustação.


Continue então para o Sarphatipark, mais um belíssimo parque de Amsterdam, no bairro de De Pijip, elaborado no século XIX. Aproveite para dar uma volta!



Retorne pela Albert Cuypstraat, onde fica o maior mercado a céu aberto da Europa desde 1904 – o Albert Cuypmarkt -, com centenas de barraquinhas que vendem desde pequenos souvenirs (o preço vale a pena!) até eletrônicos, com destaque para alguns snacks típicos: o stroopwafel (um biscoito delicioso) e o sanduíche de Haring (arenque – um peixe). Obviamente, provamos e aprovamos ambos! Atenção: não funciona aos domingos!



Caminhamos em direção ao Museumkwartier, um quarteirão construído no início do século XX e que abriga atualmente o Concertgebouw (principal palco de concertos da cidade), o famoso “I Am Amsterdam” e os principais museus de Amsterdam: Van Gogh com o maior número de obras do pintor, o Stedelijk voltado para a Arte Moderna e o belíssimo Rijksmuseum, com obras de Vermeer e Rembrandt, sendo a mais ilustre A Ronda Noturna.
Dicas: Recomendamos a compra antecipada de ingressos, para reduzir a chance de grandes filas. O Museu Van Gogh fecha mais tarde às sextas-feiras, sendo uma ótima alternativa para a visita!





Após a visita, vá por trás do Concertgebouw para passar na igreja católica Obrechtkerk.


Em seguida, passeie pelo Vondelpark, um enorme e belíssimo parque aberto ao público desde 1864. Seu nome é uma homenagem ao importante escritor Vondel. Quando fomos, um temporal nos impediu de aproveitá-lo!


Atravesse a ponte para chegar à Leidseplein, uma famosa praça de Amsterdam repleta de cafés, bares, restaurantes e o famoso jogo de xadrez gigante.


Aproveite o final da tarde para uma caminhada e almoço na agradável Leidsekruisstraat, uma rua de pedestres super charmosa com vários restaurantes.

Antes de voltar para o hotel, não deixe de fotografar mais uma vez a bela cidade!

Dois passeios recomendados para fora da cidade que não fizemos, mas valem a pena, sobretudo na primavera, são:
- Visitar o Zaanse Schans, localizado a pouco mais de meia hora de Amsterdam. No local encontramos moinhos da Idade Média e produções regionais de queijo e tamancos. Fácil chegar de trem, carro ou ônibus.
- Visitar o Keukenhof, o maior jardim de flores do mundo e aberto apenas por 2 meses durante o ano. Os jardins possuem mais de 7 milhões de bulbos e 800 espécies diferentes de tulipas distribuídas em 32 hectares.
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Amsterdam deve ser mesmo um lugar incrível, ainda não consegui colocar ele nas minhas idas à Europa, pretendo ir em breve. Excelente post!
Obrigada. Temos certeza que não vai se arrepender! A cidade é formidável e muito alegre.
Que delícia de roteiro! Adorei!
Importante mencionar os batedores de carteira, sabia? Fomos roubados em Roma (que ódio), quando estamos no primeiro mundo as vezes nos esquecemos que existe malandragem em todo canto…
Obrigado Camila. Com certeza! Muito bem lembrado. Às vezes nos esquecemos dos cuidados que temos aqui no Brasil. Você me fez lembrar de quando era criança e minha mãe foi roubada dentro da loja da Reebok em Orlando…
Aii que tudo esse Post! Adoro Amsterdam, um dos lugares preferidos da Europa. Espero poder conhecer em breve.
Ótimas dicas e superrr detalhado e completo. O meu primeiro passeio vai ser andar de bicicleta pela cidade hahaha..adoro !
Viajei com vocês nessa Trip. Abraços
Nossa que felicidade ler seu comentário. Ficamos felizes que tenha gostado do post e viajado conosco e temos certeza que irá amar a cidade!
Amsterdam, que cidade encantadora! Não é a toa que todo mundo que vai diz que adora! Já fiquei doida pra provar o croquete holandês!!
Obrigada Livia! Temos certeza de que irá amar!
Demias!!!
Sempre bom lembrar da segurança que devemos ter..
E eu que o diga, fui assaltado no Equador em 2014 e quebraram meu joelho..
Acabou com minhas férias e me rendeu 4 meses de muleta…rs
Muito bom o post
Olá Marthon, obrigado! Com certeza! Muito triste essas intercorrências, ainda mais em viagem…
Amsterdam é encantadora e seu post irá nos ajudar bastante! Está no nosso roteiro para esse ano!!
Olá Dhebora, temos certeza que vão amar! Obrigada e se precisar ou tiver qualquer dúvida só falar!
Mais um post muito bem explicado e detalhado. Amisterdã é muito mais que Red Light e Coffes Shops, uma cidade linda e cheia que coisas pra fazer.
Oi meu amigo, muito obrigado! Pontuou muito bem, a cidade é muito mais do que isso!
Que delicia viajar por esse cidade no seu post. Me arrependo muito de ter ficado apenas um dia em Amsterdam. Não vejo a hora de voltar.
Suas dicas foram excelentes.
Parabens
Beijos
Zelinda, muito obrigado! Às vezes esse gostinho de quero mais é a melhor parte. Grande beijo!