Patagônia Chilena: Torres del Paine – lagos e montanhas de tirar o fôlego!

Conforme explicamos no post do Chile, na nossa última visita ao país, após o passeio pelo maravilhoso Atacama, visitamos a Patagônia Chilena. Depois da passarmos por Punta Arenas e Puerto Natales, seguimos para o Parque Torres del Paine, fundado nos anos 1950 e considerado Reserva da Biosfera pela Unesco no final da década de 1970. Sua área chega a quase 250 mil hectares cortados por rios, lagos, glaciares e cadeias montanhosas esculpidas pela ação da natureza. O nome dado ao parque vem da formação rochosa peculiar que lembra um conjunto de três torres (sul, central e norte) no meio do Maciço Paine, cortado pelo rio homônimo.

Quando ir? O parque está aberto o ano inteiro, mas a região torna-se muito inóspita durante os meses de maio a agosto pelas baixíssimas temperaturas e algumas trilhas e hotéis do parque ficam fechados. Portanto, o principal período de visitação é de setembro a abril. A época mais amena e com dias mais longos é o verão – dezembro a fevereiro -, mas é quando a quantidade de turistas aumenta consideravelmente, reduzindo a sensação de desbravar “sozinho” aquele paraíso. Nessa época as paisagens nevadas diminuem e dão lugar aos campos mais floridos. Contudo, não é possível prever as condições climáticas, pois em um mesmo dia podemos ter todas as estações! Recomendamos o período entre outubro e novembro – temperatura amena o suficiente, paisagens na transição, atrações abertas e poucos turistas. Cabe ressaltar que as trilhas – descritas abaixo – possuem períodos mais restritos de visitação!

Como chegar ao parque? Resumindo o que já explicamos sobre o deslocamento nos outros posts sobre a Patagônia: é possível chegar de ônibus, carro ou transfer a partir de El Calafate na Argentina (a 250km) ou Puerto Natales (a 110km), localizada a 250km do aeroporto mais próximo – Punta Arenas. Na alta temporada (dezembro a fevereiro), a LATAM opera voos diretos de Santiago para Puerto Natales, o que encurta o deslocamento! Recomendamos que tanto o aluguel do carro (alugue aqui) quanto a compra da passagem de ônibus seja feita com antecedência. Alguns hotéis fazem ou incluem o transfer.

Como conhecer? Existem três principais possibilidades:

  • Bate-e-volta: contratar um passeio de ida de manhã e volta no final da tarde em Puerto Natales ou El Calafate (na Argentina), passando em alguns pontos principais do parque. Opção mais econômica.
  • Hospedar-se em um dos hotéis do parque: existem alguns hotéis (veja aqui) na região, mas nem todos ficam dentro da área principal de visitação do parque, o que implica em perda de tempo de deslocamento interno. Existem três possibilidade: alguns possuem apenas o caríssimo sistema all-inclusive (incluem não apenas a alimentação, mas os passeios com guias e o translado); outros oferecem somente a hospedagem; por fim, alguns oferecem as duas possibilidades. Recomendamos os seguintes hotéis (pela ótima localização):
    • Hotel Las Torres Patagonia: no ponto de partida para uma das pernas do “W” – na base da trilha para as Torres del Paine. All-inclusive ou apenas hospedagem.
    • Ecocamp Patagonia: próximo do Las Torres, com um estilo bem peculiar que lembra um acampamento de alto luxo. All-inclusive ou apenas hospedagem.
    • Explora Patagonia: da rede Explora, espetacular, mais sofisticado que os dois primeiros, mas caríssimo! Localizado nas margens do Lago Pehoé e Salto Chico. All-inclusive apenas!
    • Hosteria Pehoé: bem mais simples que os anteriores, mas em localização também privilegiada – em uma pequena ilhota no meio do Lago Pehoé. Apenas hospedagem!
    • Hotel Lago Grey: mais simples que os três primeiros, mas charmoso, com uma linda vista para o Glaciar Grey, na outra ponta da trilha “W”. Apenas hospedagem!
    • Refugio Torre Central: o mais simples de todos, próximo ao Las Torres. É um albergue acessível pela estrada.

Outras opções um pouco mais afastadas seriam: Patagonia Camp (all-inclusive ou apenas hospedagem no mesmo estilo do Ecocamp), Tierra Patagonia Hotel & Spa (luxuoso apenas all-inclusive) ou Hotel Rio Serrano (apenas hospedagem).

  • Fazer uma das grandes trilhas: podem ser realizadas por meios próprios ou como um pacote. A hospedagem ocorre em acampamentos, refúgios (alojamentos compartilhados) ou hotéis de acordo com seu orçamento.
    • “W”: trilha de 71 km no total divididos em 4 dias completos.
    • “O”: trilha de quase 100km no total – engloba o “W” – divididos em cerca de 8 dias completos, com hospedagem obrigatoriamente em acampamentos em pelo menos um dos dias.

Mapa - Torres del Paine - Patagonia ChilenaMapa oficial do parque – clique para ampliar

O que recomendamos? O esquema bate-e-volta é o menos custoso, mas é bem corrido e cansativo. Assim, embora seja caro hospedar-se no parque, sobretudo nos hotéis all-inclusive, é uma experiência única jantar de frente para glaciares, montanhas ou lagos e acordar literalmente no meio do nada, já que os hotéis são isolados e as paisagens deslumbrantes! No entanto, se não for contratar os passeios e translado com o hotel, estar de carro é fundamental – são quase 100km apenas na rota principal! Se o orçamento é justo e você é aventureiro, as trilhas são alternativas sensacionais ou, ainda, acampar em um dos campings acessíveis de carro.

Paga-se entrada? Sim. As portarias têm um horário restrito de funcionamento, mas mesmo que chegue depois do fechamento (como foi o nosso caso) ou antes da abertura, não há impedimento à passagem – basta retornar assim que possível para pagar a entrada (o ticket pode ser solicitado a qualquer momento!).

O que levar? Como explicamos, o parque fica absolutamente no meio do nada e a única infraestrutura é a dos poucos hotéis dentro do parque. Portanto, compre alguns itens básicos de alimentação se planeja fazer trilhas por conta própria e leve roupas e calçados adequados e confortáveis para trilhas acidentadas, sob possível vento e chuva alternando com sol e temperaturas de grande amplitude!

Bom, dúvidas sanadas, vamos ao passeio! Após uma maravilhosa visita aos Glaciares Balmaceda e Serrano durante a estada em Puerto Natales, pegamos o carro rumo ao parque. Foram 60km de ótimo asfalto até Cerro Castillo e mais 50km em estrada larga e de terra batida com pequenas pedras, mas ótima. A sinalização deixa um pouco a desejar. Portanto, é importante planejar a rota para evitar desvios, pois é provável que não encontre ninguém por quilômetros para tirar dúvidas.

Não deixe de ir com o tanque cheio – dentro do parque alguns hotéis vendem gasolina a um custo mais elevado e com quantidade restrita de litros por carro! Outro detalhe é saber a melhor entrada de acordo com o seu primeiro destino no parque: existem algumas portarias com acessos totalmente distintos. O nosso foi pela Guarderia Laguna Amarga, pois escolhemos o Hotel Las Torres (apenas a hospedagem – pelo preço e por querermos desbravar sozinhos!).

Estrada - Torres del Paine - Patagonia ChilenaAbandonando o asfalto

Fomos em meados de setembro, o que permitiu dias mais longos do que no auge no inverno, com o anoitecer por volta de 19h30, temperaturas mais amenas (em torno de 10ºC), paisagens nevadas contrastando com o verde, e pouquíssimos turistas pelo parque – chegávamos a andar quilômetros na rota principal sem cruzar com ninguém, proporcionando a sensação de que estávamos realmente sozinhos naquele paraíso! Nessa época nem todos os hotéis e refúgios estavam abertos e, no nosso hotel, éramos apenas 3 casais.

Chegamos no início da noite e jantamos no próprio hotel – a principal escolha para refeições são os grandes hotéis. Estava delicioso! O hotel é excepcional: banheiro e quarto limpos, amplos e confortáveis (ficamos no Superior Cipres), atendimento cordial, boas refeições e instalações ótimas. No dia seguinte acordamos cedo, tomamos um gostoso café da manhã contemplando as montanhas que nos cercavam, preparamos nosso lanche para o dia e seguimos para percorrer os principais pontos do parque alcançáveis de carro.

Hotel Las Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaVista do café da manhã

Hotel Las Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaNascer do sol no hotel

Hotel Las Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaÁrea do bar e restaurante de inverno

Hotel Las Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaLounge na entrada

Hotel Las Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaLounge na ala dos quartos

Infelizmente as fotos, sobretudo pelo tempo predominantemente nublado (algo comum!), não conseguem captar o contraste das cores dos lagos e montanhas. Algumas paisagens estavam com árvores secas em decorrência do inverno e, sobretudo, pelo grande incêndio que atingiu o parque em 2012!

Seguimos para Porteria Laguna Amarga para pagarmos a entrada do parque, rumo a Laguna Azul, com parada para as Cascatas del Paine.

Torres del Paine - Patagonia ChilenaHotel Las Torres ao fundo – nada no entorno!

Torres del Paine - Patagonia ChilenaGuanaco – animal típico da região com sua atitude peculiar: quando o carro se aproximava, ele parava de pastar, olhava e alguns segundos depois voltava a comer o capim!
Torres del Paine - Patagonia Chilena

Torres del Paine - Patagonia ChilenaAs “Torres” do Maciço Paine que dão nome ao parque

Cascatas - Torres del Paine - Patagonia ChilenaCascatas del Paine

Torres del Paine - Patagonia ChilenaEspelhos d’água refletindo as montanhas nevadas

Laguna Azul -Torres del Paine - Patagonia ChilenaLaguna Azul

Após contemplar o azul intenso da lagoa, tivemos que esperar pela passagem de algumas vacas na estrada e fomos surpreendidos por avestruzes no caminho, mas seguimos para Laguna Amarga.

Torres del Paine - Patagonia ChilenaAvestruzes no caminho

Laguna Amarga -Torres del Paine - Patagonia ChilenaLaguna Amarga

Retornamos pelo mesmo caminho, sempre acompanhamos pelas curvas do Rio Paine e desviamos para uma visita ao Lago Sarmiento.

Rio Paine - Torres del Paine - Patagonia ChilenaCurvas do Rio Paine

Torres del Paine - Patagonia ChilenaMaciço Paine

Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago Sarmiento -Torres del Paine - Patagonia ChilenaLago Sarmiento

De volta à estrada principal, mais à frente, encontramos os Cuernos del Paine (chifre) às margens do lago mais famoso – Nordenskjold. Passamos algumas horas sem cruzar com nenhum outro carro e, assim, pudemos encostar em vários pontos para contemplar as pinturas que a natureza traçou.

Lago Nordenskjold - Torres del Paine - Patagonia ChilenaChegada no lago com Cuernos ao fundo

Lago Nordenskjold - Torres del Paine - Patagonia ChilenaParada no Mirador

Ainda na estrada, passamos por uma pequena subida, antes de chegar à Guarderia Pudeto e desviarmos para direita rumo a duas trilhas: Salto Grande (curtíssima – cascata das águas do Lago Nordenskjold sobre o Lago Pehoé) e Mirador Cuernos (quase 2h ida e volta).

Torres del Paine - Patagonia Chilena

Torres del Paine - Patagonia Chilena Subida com o paredão dos Cuernos à frente

Salto Grande - Torres del Paine - Patagonia ChilenaSalto Grande

Trilha Mirante Cuernos - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Trilha Mirante Cuernos - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Trilha Mirante Cuernos - Torres del Paine - Patagonia ChilenaTrilha Mirador Cuernos

Nossa próxima parada foi o Lago Pehoé. Em alta temporada, há um passeio de barco de 30 minutos que liga a Guarderia Pudeto à Pehoé – muito usada pelos visitantes que estão a pé!

Lago Pehoe - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Pehoé é um espetáculo à parte: um belíssimo lago de um azul-esverdeado rodeado pela cadeia de montanhas com os Cuernos del Paine na extrema direita. Uma obra-prima!

Cuernos del Paine - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago Pehoe - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago Pehoe - Torres del Paine - Patagonia ChilenaLago Pehoé com hotel homônimo ao fundo

Estacionamos próximo ao hotel Explora Patagonia para fazermos a pequena trilha que leva ao Salto Chico, uma cascata no ponto em que o Pehoé afina e se torna novamente Rio Paine.

Trilha Salto Chico - Torres del Paine - Patagonia ChilenaTrilha

Salto Chico - Torres del Paine - Patagonia ChilenaSalto Chico

Rio Paine - Torres del Paine - Patagonia ChilenaRio Paine

Terminamos o dia pouco antes da Sede Administrativa CONAF, após cruzar a ponte sobre o Rio Paine, com dois belos cartões-postais do Torres del Paine.

Torres del Paine - Patagonia Chilena

Torres del Paine - Patagonia Chilena

Jantamos novamente no hotel (ótima refeição!) – o jantar, em baixa temporada, funciona como um menu degustação com entrada, prato principal e sobremesa, escolhidos dentre duas a três opções para cada etapa em um preço fixo, com bebidas à parte. No segundo dia foi um delicioso cordeiro patagônico.

No dia seguinte planejamos fazer a ponta do “W” até a base das Torres. Amanheceu parcialmente nublado! Saímos por volta de 8h do hotel com o objetivo de percorrer os 19km (ida e volta). A trilha é dividida em três etapas: uma longa caminhada com boa parte do trajeto em subida até o Refugio Chileno (4km); uma caminhada reta por dentro da floresta até o Acampamento Torres; e uma pequena, mas difícil “escalada” – subida pelas pedras sem necessidade de equipamento especial – de 1h até a base (1km). O percurso é estreito, acidentado e íngrime, embora bem sinalizado! Como a altitude é elevada, venta bastante e, portanto, os casacos corta-vento impermeáveis são essenciais. O preparo físico é fundamental e é possível concluir sem a ajuda de guias.

Após mais de 6km, já entre a primeira e segunda etapas, o tempo fechou e caiu um temporal. Como era baixa temporada, o refúgio ainda estava fechado, não havia outros turistas e não tínhamos como nos abrigar. Esperamos, sob forte chuva e vento, quase 1 hora – contudo, a condição climática persistiu, as torres estavam completamente encobertas, e optamos por retornar. A chuva passou durante a descida, mas a neblina foi embora apenas no final da tarde. Sabíamos que era um dos riscos dessa região (lembra? são quatro estações no mesmo dia!), mas valeu a pena!

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaSaindo do hotel

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaSubida

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaCompletados 2,4km

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaAs paisagens à nossa volta sempre deslumbrantes

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaMetade da trilha concluída: Refugio Chileno

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaInicio do temporal

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaRetorno ao hotel, sem chuva, mas ainda com muita neblina e nebulosidade

Torres - Torres del Paine - Patagonia ChilenaNo final da tarde as “Torres del Paine” voltaram a aparecer!

Para matar a curiosidade, uma amiga cedeu a foto de quando foi até a base das Torres del Paine – indescritível!

Trilha Base Torres - Torres del Paine - Patagonia Chilena

No terceiro e último dia, fizemos o check-out e seguimos rumo ao Lago Grey. Já havíamos reservado o passeio de barco até o Glaciar Grey com duração de 5h (saída às 12h e chegada às 17h). O número de vagas é limitado e, portanto, sugerimos a reserva antecipada. No caminho, aproveitamos para mais algumas fotos no trajeto e, é claro, no inesquecível Lago Pehoé.

Torres del Paine - Patagonia

Lago Pehoe - Torres del Paine - Patagonia

Lago Pehoe - Torres del Paine - Patagonia

Estacionamos no Hotel Lago Grey, caminhamos com a tripulação por uma trilha de cerca de 2km e zarpamos em um ótimo barco com destino ao Glaciar Grey – que vem derretendo nas últimas décadas e pode ser extinto! O passeio é fabuloso e imperdível, sobretudo para os que nunca fizeram o passeio de El Calafate. Os tons de azul dos blocos de gelo formam um degradé belíssimo!

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia ChilenaTrilha pela margem do lago até o píer

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia ChilenaBlocos de gelo no Lago Grey

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia ChilenaGlaciar no alto das montanhas

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia ChilenaGlaciar Grey – antigamente era frente única e agora, pelo derretimento, divide-se em duas

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia ChilenaPisco com gelo do glaciar

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Lago e Glaciar Grey - Torres del Paine - Patagonia Chilena

Por último, duas trilhas que recomendamos no Torres del Paine e que também podem ser realizadas sem estar no circuito W: Vale do Francês (se o ferry do Pehoé estiver aberto) e Trilha dos Cuernos.

Finalizado o passeio pelo glaciar, retornamos para Punta Arenas com destino aos Lagos Andinos, nossa próxima etapa.

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Thiago Carvalho

Carioca, casado, 30 anos, médico, amante da natureza e apaixonado por viagem, de Itaipava no fim de semana ao Bungee Jumping na Nova Zelândia. Volta de uma viagem com o roteiro pronto para a próxima.

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25 Resultados

  1. Genteeeee! Que lindo!
    Babei nas fotos!
    Quero muito conhecer, e acho que optaria por ficar hospedada em dos hotéis dentro do parque….hehe

  2. Ops, quis dizer em um dos hotéis!
    Beijos!!!

  3. tikdeviagem disse:

    que espetáculo de viagem, melhor ainda é andar por todo o parque sem ver ninguém, sem multidões – definitivamente, essa época que foram é a melhor ahahaha… adorei o post!

  4. Gabriela disse:

    Tô pensando seriamente em conhecer a Patagônia. Quero fazer uma viagem sozinha, dessas pra por a cabeça em ordem e quero um destino assim, de natureza. Acham que é uma boa ir sem companhia. Se sentiram seguros? Viram outros viajantes solo por lá?

    • Olá Gabriela, com certeza é um lugar perfeito para isso! Já visitei muitos lugares diferentes e isolados no mundo e esse foi um dos que mais me encantou. Mesmo com tudo vazio, nos sentimos super seguros e, sim, vimos viajantes sozinhos, embora não fosse a maioria. Outra sugestão para reflexão é o Atacama, mas não permite fazer as trilhas totalmente sozinhos, como o Torres del Paine e outros locais da Patagonia permitem. Qualquer dúvida é só falar.

  5. Sabe quando você tem um sonho e tenta encaixá-lo dentro de outros sonhos aí você lê um post desses e coloca esse sonho em primeiro lugar? Tô assim!
    Quero ir urgente pra lá!!!
    Parabéns pelo post! Super completo inspirador e com fotos que deixam a gente babando!

  6. Esta ai um lugar que quero muito conhecer!!!!
    Agora sei onde procurar. Òtimo post, tudo muito bem explicado e detalhado..
    VAleu demais

  7. Livia Zanon disse:

    Esse cenário de verde com neve me encanta demais! Adorei o post, lindas as fotos!

  8. Paulo Venoso disse:

    O post de vocês e show, viajo junto nos relatos e nas fotos, essa parada no mirador deve ter valido a pena as 2h que coisa linda, uma pena esses Glaciar estar derretendo, agora essa vista do café da manhã foi de tirar o fôlego rsrs

  9. viajei_compartilhei disse:

    Que viagem e lugar lindo!!!cada foto…de ficar babando…to aqui morrendo de vontade de conhecer…esta na lista!abração

  10. Mariene Leal disse:

    Boa tarde!
    Bom demais o Post! Maravilhosa as fotos, so aumenta minha vontade de ir para la.
    Enfim achei vcs que foram em Setembro rsrs, pois estou programando ir para Santiago dia 17/09 e estou na duvida em passar 4 dias em Atacama ou Torres del paine, mas meu sonho é Torres.
    A grande duvida é o tempo e o aproveitamento do parque, pois vou me aventurar sozinha, o tempo está para chuvas, é possivel fazer os passeios com o tempo nublado e chuvoso?
    Dar para conhecer os principais pontos nesta epoca?
    Vcs foram ano passado ouu 2015?
    Já agradeço se puderem me ajudar, nao vejo a hora de ir para o Chile.

    • Boa tarde.

      Antes de tudo obrigado pela mensagem. Ficamos muito satisfeitos que tenha gostado do post e das fotos.

      Temos certeza de que irá amar ambas as opções. O Atacama é mais diferente de qualquer paisagem que você já tenha visitado, já o Torres del Paine, embora seja maravilhoso, não é tão único, podendo ter experiências próximas na Argentina, Noruega ou Nova Zelândia, por exemplo.

      No entanto, sendo 4 dias, acreditamos que conseguirá aproveitar mais completamente o Torres do que o Atacama.

      Fomos em setembro de 2012 e vale ressaltar que 18 e 19 são feriados nacionais, dias em que tudo fecha e os pontos turisticos podem ficar muito mais cheios.

      Estávamos em Santiago e curtimos a festa que é bem legal, mas restringiu algumas atrações e exigiram um bom planejamento. No post de Santiago damos alguns exemplos das festas típicas.

      Quanto ao parque, ainda faz um pouco de frio (nada que impossibilite os passeios) e a chuva acontece durante todo o ano, sendo possível passar literalmente por todas as estações em um mesmo dia. Por isso, basta ter um bom calçado a prova d’água e um casaco impermeável que não terá dificuldades.

      Quanto às trilhas, estão abertas, mas os abrigos e alguns passeios de barco não, portanto, estar de carro (o que fizemos!) ou contratar o passeio em algum dos hotéis dentro do parque (nossa principal sugestão é estar dentro dele!) facilitará muito seu deslocamento. Esse período é um dos melhores para visitar, pois o parque é bem mais vazio (salvo no feriado) e a sensação de estar literalmente só no meio de tanta natureza e beleza é incrível!

      Esperamos ter ajudado. Qualquer dúvida, só postar aqui.

      Um abraço.

  11. Bruno Soares disse:

    Ótimo relato!
    Também irei em meados de setembro e ficarei hospedado dentro do parque.
    Ficarei 3 dias na hosteria Pehoe e um dia acampado no Camping Los Cuernos.
    Li em alguns relatos que nessa época é bem tranquilo de se caminhar pelas trilhas do parque, minha idéia é ir ao Vale Francês, dormir no Los Cuernos e no outro dia fazer as Torres. Talvez faça o passeio no Gray também.
    Para meu desespero só agora, após todas as reservas, verifiquei no site de TDP que a temporada “Invernal” vai até 30 de setembro e que é proibido acessar as trilhas sem um guia habilitado.
    Não gosto de ficar preso a grupos e/ou guias em trilhas bem demarcadas onde inexiste a necessidade de um guia. Eu e minha esposa já fizemos muitas trilhas e gostamos de seguir no nosso ritmo, parando sempre que necessário para descansar e tirar fotos.
    Sabem se a fiscalização dos guardaparques é realmente rigorosa? Se não tiver jeito, será que consigo algum guia direto com os hoteis?

    • Muito obrigado Bruno.
      Tirarão de letra as trilhas e, com certeza, adorarão ver o parque bem vazio e intocado nessa época.
      Apenas vale lembrar que existe um feriado nacional em setembro (18 e 19), quando o parque enche bastante.
      Quanto à fiscalização, na época em que fomos não foi imposta nenhuma restrição para fazer trilhas sem guia (consultamos o hotel na época e não me recordo dessa imposição no site oficial, tendo encontrado alguns turistas fazendo as trilhas sozinhos também), mas pode ser que algo tenha mudado. O número de agentes do parque é bem restrito, mas nas caminhadas cruzamos com um ou outro.
      Nossa sugestão é evitar problemas para não comprometer a viagem e, portanto, sugerimos entrar em contato com o Pehoé para confirmar essa informação e como funciona na prática. Caso se confirme, não sei se o Pehoé oferece o serviço de guia, pois quando estivemos ele nem estava aberto ainda, mas o que ficamos oferecia (Las Torres).
      Qualquer dúvida, estamos à disposição

  12. Bruno Soares disse:

    Obrigado pela ajuda!

    Realmente a exigencia de guias e reservas antecipadas para todos os refúgios e campings é nova, entrou em vigor no final de 2016.
    Encontrei no site do parque uma atualização do dia 25/08 informando que estão exigindo guias somente até o dia 31 de agosto. Do dia 01 de setembro em diante seria apenas por medida de segurança. Maravilha!

    Abraço!

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